Paralisação de caminhoneiros afeta aulas em escolas e universidades

Paralisação de caminhoneiros afeta aulas em escolas e universidades

  • 28/05/2018 11:12
  • Redação/Assessoria

Funcionários, alunos e professores encontram dificuldade para chegar às instituições de ensino. A falta de combustível atinge o transporte deles

 

Escolas e universidades são afetadas pela greve dos caminhoneiros, que chega nesta quinta-feira (24) ao quarto dia. Isto porque a falta de combustível está levando à redução da circulação tanto de ônibus escolares, quanto de transporte público, dificultando a chegada de estudantes, professores e funcionários aos estabelecimentos.

A UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), que já havia suspendido as aulas e o expediente administrativo até a manhã desta quinta, emitiu um novo comunicado suspendendo também as atividades desta tarde e noite nos campus Recife, Vitória e Caruaru.

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Os restaurantes universitários do Recife e do CAA (Centro Acadêmico do Agreste) não servirão jantar. Ainda segundo a UFPE, as entrevistas e demais atendimentos dos serviços oferecidos pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil que estavam marcados para esta quinta serão reagendados.

A UPE (Universidade de Pernambuco) também suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas de todos os seus 15 campus da tarde e noite desta quinta. As atividades assistenciais das unidades do Complexo Hospitalar da UPE, composto pelo Huoc (Hospital Universitário Oswaldo Cruz), Procape (Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco) e Cisam (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros), estão mantidas em seu máximo, em respeito aos pacientes que compareçam às unidade de saúde. A UPE diz que caso haja redução do número de servidores disponíveis nos atendimentos, serão priorizados os casos com gravidade clínica e situações emergenciais.

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Escolas

Os estudantes das escolas da rede municipal de Taquaritinga do Norte (PE) tiveram as aulas suspensas devido a impossibilidade de abastecimento da frota do transporte escolar. De acordo com a Secretaria de Educação e Cultura do município, as aulas foram suspensas nesta quinta (24) e sexta-feira (25).

A suspensão poderá, no entanto, se estender para a semana que vem, dependendo do abastecimento dos postos de gasolina da região, que estão, segundo a secretaria, sem combustível. "A suspensão das aulas já foi comunicada ao representante do Ministério Público. Analisaremos a melhor forma de repor as aulas", diz em nota. 

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Suspensão do transporte escolar

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Em Primavera do Leste (MT), cinco ônibus escolares tiveram a circulação suspensa nesta quinta (24), afetando o transporte de cerca de 500 estudantes e 15 professores e funciários de escolas públicas. No total, 19 ônibus da prefeitura, além de 18 terceirizados seguem operando normalmente.

A circulação foi suspensa na região central da cidade. A Secretaria de Educação e Esporte diz que priorizou a circulação dos ônibus em regiões periféricas e rurais, onde outros meios de transporte são mais difíceis.    

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Em Ubatuba (SP), a partir desta quinta (24), o transporte escolar está suspenso tanto para aulas regulares como atividades de contraturno. Segundo a prefeitura, três ônibus, oito micro-ônibus e cinco vans deixarão de atender cerca de 1,2 mil alunos das regiões mais distantes.

As máquinas da Secretaria de Serviços de Infraestrutura Pública, que executam serviços de manutenção e zeladoria pelo município, também param a partir desta quinta-feira.

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Os serviços de saúde também poderão ser prejudicados. As reservas de combustível são suficientes, de acordo com a prefeitura, apenas até sexta-feira (25). A frota usada para a coleta de lixo no município também tem combustível suficiente somente para até esta sexta-feira.

Greve dos caminhoneiros

A greve começou na segunda-feira (21) devido às sucessivas altas do preço dos combustíveis, em especial o diesel. Na noite de quarta-feira (23), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou uma redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias. A decisão, segundo ele, busca contribuir para uma possível trégua no movimento da categoria.

A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) afirmou, nesta quarta-feira, que a mobilização só será encerrada após o presidente Michel Temer sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota do PIS-Cofins incidente sobre o diesel.

  • Fonte: R7